Sobreviventes de Utoya preocupados com FRP no poder

Os sobreviventes do massacre da ilha de Utoya, por Anders Breivik, estão preocupados com a chegada ao poder de um partido anti-imigração. A hostilidade social vai aumentar, dizem.

No dia 22 de julho de 2011, Anders Breivik fez explodir uma bomba junto à sede do governo, em Oslo, e atirou sobre um grupo de jovens trabalhistas reunidos na ilha de Utoya, matando 77 pessoas.

O extremista de direita é militante do Partido do Progresso (FRP), liderado por Siv Jensen, que se prepara agora para entrar para o governo através de uma coligação de centro-direita liderada pela conservadora Ema Solberg. Após o massacre o partido registou uma quebra significativa nas sondagens mas, com o passar do tempo, voltou a recuperar protagonismo e pode estar prestes a chegar ao poder.

O Partido do Progresso (FRP) é uma formação populista que defende uma política anti-imigração severa, que está a preocupar os sobreviventes do massacre de Utoya.

"É assustador que o Partido do Progresso possa estar no governo", afirma ao jornal britânico "The Guardian" Vegard Wennesland, de 29 anos, um dos sobreviventes do massacre. "Algumas das principais figuras do partido ainda usam uma forte retórica anti-imigração", diz, adiantando que "esse tipo de retórica vai criar muita hostilidade social na Noruega".

Fredric Holen, de 23 anos, outro sobrevivente do massacre de Utoya e atualmente num cargo importante no Partido Trabalhista norueguês, afirmou que se candidatou a um cargo político para tentar "evitar o surgimento de novos extremismos no país". Após o massacre, diz, "fiquei ainda mais interessado em evitar que extremistas de qualquer tipo possam ficar à frente dos destinos da Noruega".

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