Seis ativistas da Greenpeace deixaram hoje a Rússia

Seis ativistas da Greenpeace amnistiados - cinco britânicos e um canadiano - deixaram hoje a Rússia. Ontem, o Kremlin começou a emitir os vistos necessários para os ativistas poderem deixar o país.

O avião russo, com os militantes a bordo, partiu hoje de São Petersburgo com destino a Paris, 100 dias depois de uma ação no Ártico que levou à prisão de 30 ativistas da Greenpeace. "Saímos da Rússia, acabou, finalmente estamos completamente livres", disse Alexandra Harris, uma das ativistas libertadas, num comunicado de imprensa da Greenpeace. Anthony Perrett , Phil Ball, Iain Rogers, Kieron Bryan e Paul Alexander são os outros ativistas que hoje deixaram a Rússia.

Ontem, Dima Litvinov, um ativista sueco, foi o primeiro a sair da Rússia e já chegou à Finlândia, após a amnistia concedida pelo Presidente Vladimir Putin. "Podem ter celebrado quando o nosso navio foi arrestado, mas a nossa prisão foi um desastre para eles. O movimento para salvar o Ártico está em marcha. Isto é o princípio de algo, não o fim. Por um lado, sinto tranquilidade por tudo ter terminado e, por outro, um sentimento de injustiça porque somos considerados criminosos", declarou à AFP o sueco.

Detidos em setembro, os militantes da Greenpeace foram inicialmente acusados de pirataria, crime punível com uma pena de prisão máxima de 15 anos. Posteriormente viram essa pena ser reduzida para até sete anos, com o seu crime a ser reclassificado como "hooliganismo". Em novembro foram transferidos para São Petersburgo, onde foram libertados sob fiança. Por fim, foi-lhes concedida uma amnistia aprovada na semana passada pelo Parlamento russo para assinalar o 20º aniversário da Constituição russa.

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