Rússia libertou terceiro ativista da Greenpeace

Um tribunal russo libertou sob caução um terceiro ativista da Greenpeace detido por protestar contra a exploração petrolífera no Ártico, informou hoje a organização ambientalista.

O russo Andrei Allakhverdov, ativista da Greenpeace, foi libertado na noite de segunda-feira sob o pagamento de uma caução de dois milhões de rublos (cerca de 45 mil euros), disse o porta-voz da organização Dmitri Artamonov à agência AFP.

A decisão surge depois de Yekaterina Zaspa e Denis Sinyakov terem sido também libertados sob caução na segunda-feira.

Outro tribunal de São Petersburgo alargou o período de detenção do ativista australiano Colin Russell para 24 de fevereiro.

Os ativistas foram detidos em setembro, depois do navio onde seguiam ter sido intercetado pelas autoridades russas, na sequência de um protesto em mar aberto contra a exploração petrolífera no Ártico.

Várias personalidades internacionais, como Madonna, Paul McCartney e a chanceler alemã Angela Merkel, apelaram para a sua libertação.

Os 28 ativistas e dois jornalistas de 18 países foram inicialmente acusados de pirataria, que tem uma pena máxima prevista de 15 anos de prisão, mas depois foram acusados de vandalismo, que tem uma pena máxima de sete anos de prisão.

A justiça russa tem até domingo para prolongar a detenção dos ativistas, já que é nesse dia que expira a ordem de prisão preventiva decretada em setembro pelo tribunal do porto de Murmansk, onde os ativistas estiveram detidos até ao dia 12, quando foram levados para São Petersburgo.

Os ativistas são originários da Rússia, Estados Unidos, Argentina, Reino Unido, Canadá, Itália, Ucrânia, Nova Zelândia, Holanda, Dinamarca, Austrália, Brasil, República Checa, Polónia, Turquia, Finlândia, Suécia e França.

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