Rusgas para saber origem de armas de terroristas neonazis

A polícia judiciária alemã efetuou hoje rusgas em várias localidades para tentar averiguar a origem das armas do grupo terrorista neonazi "Resistência Nacional-Socialista" (NSU), alegadamente responsável por 10 homicídios, atentados e assaltos a bancos.

Durante as rusgas, que decorreram nos estados federados de Hessen, Turíngia e Saxónia, a mando do Ministério Público Federal, foram apreendidas "importantes memórias eletrónicas de dados", mas não houve detenções, disse um porta-voz do promotor público, em Karlsruhe.

A ação policial incluiu buscas em vários apartamentos e garagens, "para encontrar meios de prova que permitam esclarecer a origem das armas do NSU", disse a mesma fonte.

Uwe Boehnhardt e Uwe Mundlos, dois dos elementos do referido grupo, que conseguiu manter-se na clandestinidade durante quase 14 anos, suicidaram-se em novembro, em Eisenach (Turíngia), depois de terem sido detetados pela polícia, na sequência de mais um assalto a um banco.

O terceiro elemento, uma mulher, Beate Zschaepe, entregou-se poucos dias depois às autoridades, depois de ter feito explodir o apartamento onde todos os presumíveis terroristas viviam, em Zwickau (Saxónia), sob falsas identidades.

Em Hessen e na Turíngia, as buscas incidiram sobre os apartamentos de duas pessoas que não incorrem na suspeita de terem colaborado com o NSU.

Já na Saxónia, foi revistada a casa de uma mulher que está indiciada por ter alegadamente dado apoio logístico aos terroristas neonazis, embora esteja em liberdade, disse o porta-voz do ministério público.

Os meios em que se movem criminosos de delito comum merecem também especial atenção das autoridades judiciais, como potenciais fornecedores das armas ao NSU, adiantou a fonte.

O grupo assassinou alegadamente nove imigrantes (oito turcos e um grego), em diversos pontos do país, e uma agente da polícia, entre 2000 e 2007. O NSU terá ainda perpetrado dois atentados bombistas em bairros de imigrantes em Colónia, além de vários assaltos a bancos, segundo as investigações feitas até agora.

No arsenal, o NSU tinha cerca de 20 armas. Só no apartamento onde viviam, em Zwickau, foram apreendidas 12 armas.

Na caravana, que Mundlos e Bohenhardt usavam habitualmente para iludir a vigilância policial e onde se suicidaram a tiro, foram encontradas mais oito armas, segundo o ministério público federal.

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