Reino Unido pede ajuda para enfrentar mau tempo

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou hoje ter pedido ajuda financeira à União Europeia, para enfrentar os efeitos do mau tempo que há semanas devasta o Reino Unido, privando de eletricidade milhares de lares.

Cameron - que em janeiro do ano passado se comprometeu a realizar, até 2017, um referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia - disse que está a tentar "obter ajuda" junto das instituições comunitárias, sobretudo "para os agricultores britânicos".

Para o chefe do Governo britânico, o principal apoio que os "países estrangeiros" podem dar diz respeito a "competência técnica". Em concreto, mencionou "especialistas holandeses" que poderão ajudar a "bombear a água e organizar sistemas de proteção contra inundações".

Na quarta-feira, David Cameron disse no Parlamento que "o dinheiro não é um assunto nas operações de socorro". O Governo já anunciou a atribuição de compensações de cerca de seis mil euros para empresários e proprietários atingidos pelas inundações.

David Cameron, que se ocupa pessoalmente das cheias desde que o seu governo foi acusado de inação por habitantes em fúria, presidiu esta manhã a mais uma reunião de emergência sobre as intempéries, que já causaram um morto por eletrocussão, vários feridos, perturbações nos transportes, com o encerramento de estradas e linhas ferroviárias, e inundação de propriedades.

Rajadas de 160 quilómetros por hora atingiram Inglaterra e País de Gales e as chuvas fizeram subir o nível das águas do rio Tamisa.

Hoje, cerca de 56 mil lares estão sem eletricidade, sendo o País de Gales a zona mais afetada pelos cortes de eletricidade, adiantou a associação de redes energéticas ENA, garantindo estar a fazer o possível para restabelecer a energia.

A vizinha Irlanda foi igualmente afetada por cortes de eletricidade, com cerca de 260 mil lares privados de energia e 80 mil de telefone e internet durante o pico da tempestade. As ligações rodoviárias, ferroviárias e marítimas sofreram perturbações e os aeroportos de Shannon e Cork tiveram que fechar temporariamente.

Ao início da tarde de hoje, cerca de 165 mil casas continuavam sem luz, segundo a companhia de eletricidade irlandesa ESB.

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