Putin pode ficar no Kremlin até 2024

O XII Congresso do Partido Rússia Unida pôs fim a um "tabu" da política russa: Dmitri Medvedev vai ceder o cargo de Presidente da Rússia a Vladimir Putin e, em troca, deverá passar a ocupar o cargo de primeiro-ministro russo.

Putin declarou que há muito tempo tinha combinado com Medvedev o que cada um irá fazer depois das eleições parlamentares e presidenciais, marcadas, respetivamente, para 4 de Dezembro de 2011 e 4 de Março de 2012.

O actual primeiro-ministro propôs Medvedev para dirigir as listas eleitorais do partido que, segundo os seus dirigentes, conquistará a maioria dos assentos na Duma Estatal (câmara baixa) do Parlamento da Rússia. Se assim for, Medvedev irá formar o futuro executivo do país.

O actual presidente, em resposta, considerou que Putin deve regressar ao Kremlin para o substituir.

Segundo uma emenda feita à lei eleitoral, o mandato do presidente aumentou de quatro para seis anos e o do Parlamento de quatro para cinco anos. Por conseguinte, Putin poderá ficar no Kremlin até 2024.

Tudo isto é feito, como sublinharam Medvedev e Putin, com vista a continuar a "realização das reformas", a "modernização do país".

Os partidos da oposição receiam que o Partido Rússia Unida tudo fará para obter a maioria absoluta dos votos na Duma Estatal, nomeadamente recorrendo a falsificações das eleições.

Serguei Mironov, dirigente do Partido Rússia Justa, antigo aliado do Kremlin, promete combater, nas eleições parlamentares de dezembro, "todos os falsificadores e vigaristas que transformam as eleições em farsa"

Na presença de Vladimir Tchurov, presidente da Comissão Eleitoral da Rússia, Ziuganov acusou as autoridades de falsificarem as eleições no país.

"A verdadeira concorrência política na Rússia deve substituir a ditadura do ópio dos médias, dos sacos de dinheiro e dos cassetetes da polícia", apelou, mas sublinhou que "o regime político actual irá vestir máscaras diferentes, amedrontar os oponentes e roubar votos nas eleições".

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