Presidente sérvio diz não ter havido genocídio em Srebrenica

O Presidente Tomislav Nikolic garantiu não ter havido genocídio quando as forças sérvias massacraram cerca de oito mil muçulmanos bósnios, em julho de 1995, na localidade de Srebrenica durante a guerra na Bósnia.

As declarações do novo Presidente sérvio foram feitas a uma televisão do Montenegro e reproduzidas no 'site' de Tomislav Nikolic.

"Não houve genocídio em Srebrenica. É muito difícil acusar e provar em tribunal que um tal acontecimento teve características de genocídio", disse Nikolic, um nacionalista populista que tomou posse na quinta-feira.

Todavia, Nikolic reconheceu a existência "de um crime brutal em Srebrenica, cometido pelos sérvios, por membros do povo sérvio, e é necessário identificá-los, julgá-los e puní-los".

Em julho de 1995, na fase final do conflito que se prolongou de 1992 até àquele ano, as forças sérvias na Bósnia massacraram cerca de oito mil muçulmanos, homens e jovens, na localidade de Srebrenica, uma atuação classificada como genocídio pela justiça internacional e o pior massacre na Europa desde o final da II Guerra Mundial.

Os antigos dirigentes políticos e militares dos sérvios na Bósnia, respetivamente Radovan Karadzic e Ratko Mladic, estão a ser julgados por genocídio pelo TPI para a ex-Jugoslávia, designadamente pelas suas responsabilidades no sucedido em Srebrenica.

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