PM russo diz que Ianukovitch continua a ser o Presidente

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, considerou que o Presidente ucraniano deposto, Viktor Ianukovitch é ainda ao legítimo chefe de Estado do país, mesmo que a sua autoridade seja "insignificante".

Medvedev acrescentou que a Rússia não reconhece as novas autoridades que tomaram o poder em Kiev após o derrube de Viktor Ianukovitch e sublinhou que o novo poder não respeitou a Constituição do país.

Num 'post' no Facebook, o chefe do Governo russo não comentou a aprovação no parlamento do país da proposta do Presidente Vladimir Putin para enviar tropas para a a Crimeia.

A tensão entre a Ucrânia e a Rússia agravou-se na última semana, após a queda do ex-presidente Ianukovitch, por causa da Crimeia, península do sul do país onde se fala russo e está localizada a frota da Rússia do Mar Negro.

A câmara alta do parlamento russo aprovou no sábado, por unanimidade, um pedido do presidente Vladimir Putin para autorizar "o recurso às forças armadas russas no território da Ucrânia".

Esta decisão surgiu um dia depois da denúncia da Ucrânia de que a Rússia fez uma "invasão armada" na Crimeia.

Já o Presidente norte-americano, Barack Obama, telefonou a Vladimir Putin a quem pediu para fazer recuar as forças russas para as bases na Crimeia, advertindo-o contra um isolamento internacional crescente, se mantiver a intervenção na Ucrânia.

A administração norte-americana fez igualmente saber, em comunicado oficial, que decidiu suspender a sua participação nas reuniões preparatórias da cimeira do G8 (Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos, Japão e Rússia).

Por seu lado, a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, exortou a Rússia a renunciar ao envio de tropas em direção à Ucrânia e respeitar as leis e compromissos internacionais.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países membros da União Europeia vão reunir-se de urgência hoje para analisar a situação na Ucrânia.

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