Passageiro do voo MH17 tinha máscara de oxigénio colocada

A revelação foi feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros holandês, Frans Timmermans, colocando em causa a teoria de que o avião se desintegrou no momento em que foi atingido por um míssil, provocando a morte imediata de todas as 298 pessoas a bordo.

Num discurso muito emocionado proferido no Conselho de Segurança da ONU, Timmermans imaginou o horror que as vítimas viveram ao "perceber que o avião estava a cair" e questionou "se teriam olhado nos olhos umas das outras uma última fez num adeus sem palavras".

Ontem, numa entrevista a uma televisão holandesa, o ministro dos Negócios Estrangeiros - que se prepara para abandonar a pasta e assumir um cargo na Comissão Europeia - foi questionado se não estaria a criar uma situação irrealista. "Ah sim? Tem a certeza?", começou por responder, revelando depois que um dos passageiros foi encontrado com a máscara de oxigénio. "Por isso tiveram tempo de a colocar", disse, citado pela BBC.

Perante as dificuldades em dirigirem-se ao local onde o avião caiu por ser uma zona, na região de Donestk (no leste da Ucrânia), controlada por rebeldes pró-russos, os peritos não conseguiram realizar uma investigação rigorosa. No relatório oficial não está mencionado o pormenor revelado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros holandês. Muitos especialistas defendem que o avião se desintegrou e que os passageiros nem terão visto o míssil a aproximar-se.

Os separatistas negam terem sido os autores do disparo do míssil que abateu o avião da Malaysia Airlines que tinha partido de Amesterdão com destino a Kuala Lumpur.

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