Parlamento Europeu quer 'alcolocks' e 30 km/h

O Parlamento Europeu (PE) quer limitar aos 30 quilómetros/hora a velocidade máxima de circulação rodoviária nas zonas residenciais que não tenham faixa específica para ciclistas e a instalção de 'alcolocks'.

Segundo um relatório hoje aprovado, em Estrasburgo, os eurodeputados defendem a instalação de dispositivos que impeçam o arranque dos veículos em caso de alcoolemia ("alcolocks") em todos os veículos comerciais de carga e de transporte de passageiros, desafiando a Comissão Europeia a apresentar uma medida legislativa nesse sentido até 2013.

Por outro lado, recomendam também a instalação obrigatória de "alcolocks" como medida de reabilitação para os condutores que já tenham sido penalizados várias vezes por conduzir em estado de embriaguez.

As recomendações do PE incluem ainda a elaboração urgente de um novo programa de acção europeu para a segurança rodoviária que, nomeadamente, harmonize os sinais e regras de trânsito, bem como a taxa de alcoolemia na UE.

Os objectivos estabelecidos pelo hemiciclo para esta década são a redução em 50 por cento das mortes nas estradas europeias, em 40 por cento do número de feridos em perigo de vida, em 60 por cento do número de vítimas mortais entre as crianças até aos 14 anos e em 50 por cento do número de peões e ciclistas mortos em acidentes rodoviários.

O PE propõe ainda a criação, até 2014, do cargo de coordenador da segurança rodoviária da UE, que deverá ajudar os Estados-Membros a pôr em prática o programa de acção europeu.

Segundo dados de Bruxelas, em 2009, mais de 35 000 pessoas morreram nas estradas da UE - uma situação que corresponde à queda de cerca de 250 aviões comerciais de média dimensão cheios de passageiros - e 1 500 000 sofreram ferimentos, que levam frequentemente a incapacidades permanentes.

O custo dos acidentes de viação para a sociedade está estimado em cerca de 130 000 milhões de euros anuais.

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