OMS reafirma segurança das vacinas nas grávidas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) garantiu hoje que todas as vacinas contra a gripe A são seguras para grávidas e acrescentou que uma dose é suficiente para imunizar a população a partir dos seis meses de idade.

"Face à resposta imunitária da população vacinada e às considerações de saúde pública, uma dose é adequada para vacinar pessoas a partir dos seis meses de idade", afirmou a directora da unidade de investigação de vacinas da OMS, que hoje actualizou as recomendações do grupo internacional de especialistas em imunização (SAGE, na sigla inglesa).

Marie-Paule Kieny adiantou que o SAGE mantém a recomendação de não vacinar crianças com menos de seis meses de idade, mas sublinhou que é preferível abranger, nas campanhas de vacinação, o maior número possível de crianças a partir desta idade.

"Quando as crianças estão nos grupos considerados prioritários, é importante imunizar o maior número possível de crianças com pelo menos uma dose", disse a responsável da OMS aos jornalistas, numa conferência de imprensa virtual.

"As doses podem não ser suficientes para fazer a vacinação duas vezes e, por isso, o SAGE recomenda que, nos países onde as crianças estão nos grupos prioritários, é preferível dar uma vacina ao máximo de crianças em vez de vacinar apenas metade com duas doses", acrescentou.

Em Portugal, onde a vacina Pandemrix vai ser administrada em duas doses com um intervalo mínimo de três semanas, as crianças saudáveis integram o terceiro grupo prioritário da campanha de vacinação, o último a ser imunizado.

Outra das recomendações que Marie-Paule Kieny destacou hoje foi a de que as vacinas são seguras e que as mulheres grávidas podem ser imunizadas com qualquer uma das vacinas aprovadas, já que o perfil de segurança das vacinas com adjuvantes e sem adjuvantes "é muito semelhante".

Questionada sobre as restrições que a Suíça impôs à administração da vacina Pandemrix, no que se refere a grávidas, crianças e jovens até aos 18 anos e adultos com mais de 60 anos, devido à presença do adjuvante AS03, explicou que "o tipo de vacina licenciado e as suas indicações são uma prerrogativa nacional".

"Para a mesma vacina, diferentes autoridades reguladoras tomaram diferentes decisões", frisou a especialista, sublinhando que o SAGE não encontrou motivos para favorecer uma vacina em detrimento de outra.

Marie-Paule Kieny adiantou ainda que o painel de especialistas da OMS concluiu que é possível administrar simultaneamente a vacina contra o vírus H1N1 e a vacina contra a gripe sazonal, o que é apenas contra-indicado nos casos em que ambas as vacinas são activadas ("vivas").

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