Mladic esteve várias semanas escondido em mosteiro no norte da Sérvia

O ex-chefe militar dos sérvios bósnios Ratko Mladic, acusado de crimes de guerra e preso quinta-feira, esteve escondido durante várias semanas no ano de 2006 num mosteiro no norte da Sérvia, noticia hoje a imprensa local.

O diário "Blic", que cita uma fonte da diocese de Backa da Igreja Ortodoxa sérvia, diz que depois de ter sofrido um enfarte, Mladic se recuperou no mosteiro de Sveta Melanija, situado Zrenjanin, perto do local onde foi capturado esta semana.

A fonte assegura que Mladic estava em tão más condições de saúde que chegou a ser preparada uma campa no mosteiro para o sepultar em segredo, sendo informado apenas um circulo muito restrito de pessoas.

Mladic terá sido levado para o mosteiro, habitado apenas por freiras, no início de Outubro de 2006.

Quatro semanas depois, já recuperado, abandonou o mosteiro rumo a direcção desconhecida, assegura o "Blic".

Ratko Mladic, 69 anos, que se encontrava em fuga há 16 anos, foi formalmente acusado de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio, nomeadamente pelo papel no massacre de Srebrenica (Bósnia), no qual cerca de 8000 homens e rapazes muçulmanos foram mortos, e pelo cerco de Sarajevo.

Um juiz do Tribunal Penal Internacional (TPI), citado pela agência turca Anatolia, disse hoje que Mladic poderá ser transferido de Belgrado para Haia na segunda ou na terça-feira.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Jugoslávia exigia desde 1995 a detenção de Ratko Mladic pelo papel que desempenhou durante a guerra da Bósnia (1992-1995).

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