Mladic diz-se "gravemente doente" e não fala de acusações

Ratko Mladic disse hoje no Tribunal da ONU que é um "homem gravemente doente" e recusou pronunciar-se sobre as "acusações chocantes" de que terá orquestrado as piores atrocidades de uma guerra em que morreram 100.000 pessoas.

Questionado pelo juiz Alphons Orie sobre se compreendia os seus direitos enquanto suspeito do Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Jugoslávia, o ex-comandante militar dos sérvios da Bósnia disse que está gravemente doente e que precisa de mais tempo para conhecer as acusações.

Mladic acrescentou que não quer que "uma única letra ou frase" da sua acusação seja lida em tribunal e, quando foi questionado por Orie sobre se queria declarar-se culpado ou inocente, respondeu que não queria pronunciar-se sobre "acusações chocantes".

O juiz-presidente marcou a próxima audiência para 4 Julho, em cumprimento do prazo de 30 dias de que Mladic pode beneficiar para se pronunciar sobre as acusações de que é alvo.

Mladic compareceu hoje pela primeira vez no Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia em Haia. O general foi detido a 26 de Maio no norte da Sérvia, depois de 16 anos em fuga, e transferido para Haia, sede do TPI para a ex-Jugoslávia, na terça-feira.

Mladic é alvo de um total de 11 acusações - duas de genocídio, quatro de crimes de guerra e cinco de crimes contra a humanidade - cometidos durante a guerra da Bósnia (1992-1995)

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