Ministra alemã rejeita acusações de descoordenção

A ministra alemã da agricultura e da defesa do consumidor, Ilse Aigner, negou hoje que haja descoordenação e sobreposição de competências no combate à bactéria E.coli, que já causou 22 mortos na Alemanha.

Aigner aludia assim a críticas da oposição parlamentar quer ao governo federal, quer ao Instituto Robert Koch (RKI), de Berlim - que funciona como agência federal de saúde pública -, e a uma eventual dissonância entre ambos e os diversos ministérios regionais.

"Estamos a cooperar todos, não há ninguém a querer sobrepor competências, mas sim uma clara definição de tarefas", garantiu a ministra.

Entretanto, as autoridades sanitárias alemãs continuam a procurar a origem do foco infeccioso da bactéria E.coli e da sua perigosa estirpe conhecida por Síndrome Hemolítico Urérmico (HUS), depois de a hipótese de a origem estar em pepinos espanhóis ter sido definitivamente afastada.

A pista mais recente, os rebentos vegetais produzidos numa quinta da Baixa-Saxónia, também ainda não se confirmou após a primeiras análises, apesar de o ministro da saúde local ter apresentado esta hipótese quase como definitiva.

Das 40 provas amostras de rebentos de leguminosas enviadas para laboratório, 23 já tinham dado resultado negativo, mas as análises às 17 restantes ainda não estavam concluídas.

O número de mortos por contaminação com a bactéria aumentou já para 22 na Alemanha, e há cerca de duas mil pessoas infectadas, embora só uma pequena parte apresente sintomas mais graves, como a paralisação da função renal provocada pela HUS.

Os hospitais não têm mãos a medir, sobretudo os do norte da Alemanha, onde se regista a grande maioria dos casos, estão a trocar pessoal entre si, para dar assistência aos doentes, ou a transferi-los para outros pontos do país, e já pediram apoio financeiro ao governo federal, para fazer face à situação.

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