Manifestantes russos apelam à intervenção de Putin

Centenas de russos apelaram hoje em Moscovo ao presidente russo para que "passe à ação" na Ucrânia através do envio de tropas que mantenham a paz, pondo termo aos conflitos sangrentos nesta ex-república soviética.

"Se uma pessoa tem poder, é preciso servir-se dele para passar à ação", gritaram os organizadores do protesto no arranque da manifestação, na qual participaram vários separatistas vindos da autoproclamada "República de Donetsk" (Donbass) na zona leste da Ucrânia.

De acordo com Konstantine Krylov, de 61 anos, editor de um portal nacionalista russo, citado pela agência France Presse, "a Rússia deve enviar tropas que mantenham a paz e protejam a população da Nova Rússia contra a guerra".

"Há generais norte-americanos que se encontram atualmente na Ucrânia, fornecem armas (ao exército ucraniano), e eu não compreendo por que é que a Rússia, que pretende erguer a cabeça, não pode fazer a mesma coisa" aos separatistas pró-russos, declarou Krylov.

A Rússia "deve reconhecer a independência da Nova Rússia e enviar as suas tropas de manutenção da paz no quadro de um acordo com as Nações Unidas", considerou por seu turno Vera Ioudina, de 28 anos, funcionária no aeroporto de Moscovo.

Os apelos para aumentar a ajuda humanitária aos habitantes de Donbass na sequência dos confrontos foram crescendo durante a manifestação, bem como os cânticos patrióticos russos.

O conflito entre o exército ucraniano e os separatistas pró-russos no leste da Ucrânia causou mais de 1.100 mortos em três meses, segundo números das Nações Unidas.

Apesar do apoio político de Putin aos separatistas russos da Ucrânia, o Kremlin tem vindo a negar até ao momento ter fornecido qualquer tipo de ajuda direta.

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