Manifestantes permanecem no centro de Atenas mesmo depois do lançamento de gás lacrimogéneo

A polícia tentou hoje dispersar com gás lacrimogéneo as pessoas concentradas em frente ao Parlamento grego, na praça Syntagma, mas os manifestantes continuam no centro de Atenas a protestar contra as medidas de austeridade.

As forças de segurança reagiram a um ataque liderado por um grupo de jovens que lançou 'cocktails molotov', pedras e outros objetos contra os membros da polícia anti-motim, à margem da manifestação hoje convocada pelas centrais sindicais gregas, segundo testemunharam jornalistas da agência noticiosa francesa AFP.

No total, pelo menos 12 pessoas ficaram feridas nos tumultos, segundo fontes oficiais. "Temos dois ou três polícias em estado grave", afirmou um porta-voz da polícia, Thanassis Kokkalakis, em declarações ao canal de televisão Skai. Segundo a polícia, mais de 20 mil manifestantes participaram hoje numa manifestação em frente ao Parlamento contra a adopção do pacote adicional de austeridade do Governo, no mesmo dia em que o país viveu a terceira greve geral deste ano.

De acordo com os números avançados pelos meios de comunicação social, a manifestação reuniu cerca de 40 mil pessoas. A greve geral perturbou hoje a actividade industrial e comercial, a administração pública, os transportes ferroviários e marítimos bem como os hospitais públicos que apenas atenderam casos urgentes. Apenas o tráfego aéreo na Grécia não foi afectado pela greve porque os controladores aéreos recusaram participar no protesto para não afectar o turismo.

Milhares de "indignados" gregos, que estão acampados há três semanas em várias praças do país, incluindo na praça Syntagma, juntaram-se igualmente aos participantes da manifestação, apelando às pessoas para permaneceram no centro da capital grega. Os elementos do movimento também denunciaram "o bombardeamento de gás lacrimogéneo e as tentativas da polícia para evacuar a praça com recurso à força".

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