Justiça decide quarta-feira sorte de Strauss-Kahn

O antigo diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, saberá quarta-feira se terá de ir ou não a tribunal no chamado caso Carlton, em que é acusado "de proxenetismo agravado em grupo organizado", nomeadamente por passar várias noites de sexo com prostitutas remuneradas em Lille, Paris e Washington.

Os advogados de Dominique Strauss-Kahn pediram a nulidade de todo processo e o antigo responsável do FMI disse desconhecer que as mulheres em causa, que lhe foram apresentadas por empresários e por um antigo comissário de polícia, eram prostitutas.

Em declarações às autoridades, algumas delas afirmaram que Strauss-Kahn se comportou como um "predador sexual" e, em diversas ocasiões, teve comportamentos menos próprios.

Nove pessoas foram investigadas neste processo.

Os advogados de Strauss-Kahn pediram a nulidade do processo, argumentando que os juízes encarregados da instrução estão a ser parciais e lhes ocultaram determinadas peças processuais.

O advogado de um dos acusados, afirmou à AFP que "existem três grandes possibilidades, que são a anulação de todo o processo, a anulação de certos aspetos deste, como as detenções preventivas, ou a anulação de certas acusações".

Os advogados de Strauss-Kahn já deram a entender que, a prosseguir o processo, estão dispostos a recorrer aos tribunais de segunda e última instância e, se necessário, irão até ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

A decisão da justiça francesa irá suceder uma semana após o acordo a que chegou o antigo diretor-geral do FMI e Nafissatou Diallo, a funcionário de um hotel de Nova Iorque que acusou Strauss-Kahn de agressão sexual e tentativa de violação. Os termos do acordo são secretos e envolvem, nomeadamente, uma indemnização financeira.

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