Juncker é "candidato de primeira categoria", diz Rangel

O cabeça de lista da coligação PSD/CDS às europeias, Paulo Rangel, defendeu hoje que Jean-Claude Juncker é "um candidato de primeira categoria" à presidência da Comissão Europeia, com "uma relação muito forte com Portugal".

"Eu pessoalmente considero que é o melhor candidato que o Partido Popular Europeu (PPE) poderia encontrar nesta altura porque tem grande experiência no Conselho, tem experiência na presidência do Eurogrupo, conhece muito bem a Comissão e, para além do mais, conhece muito bem os Estados-membros, no caso dos portugueses tem até uma relação muito forte com Portugal, conhece muito bem o nosso país", afirmou o eurodeputado aos jornalistas, durante o congresso do PPE, em Dublin.

Rangel caraterizou o luxemburguês como "um candidato de primeira categoria" e considerou que é um nome "mais forte que Barnier", que elogiou no entanto como um comissário com "um exercício absolutamente impecável das suas funções, que goza de um grande prestígio político e técnico nas suas funções europeias".

O social-democrata referiu ainda que Jean-Claude Juncker teve sempre "uma posição de equidistância relativamente às várias sensibilidades" e foi, "nos períodos mais difíceis, em que havia de facto uma outra tendência para ter uma leitura demasiado fechada dos programas de ajustamento, a pessoa que rompeu com isso".

"Juncker foi sempre um aliado dos países sob ajustamento (...) Sempre a favor de uma disciplina orçamental, mas sempre com grande compreensão pela situação nos países sob ajustamento", concluiu.

Enaltecendo por diversas vezes a "notoriedade" e "reconhecimento grande" do antigo presidente do Eurogrupo "quando comparado com outros políticos europeus", Rangel deixou críticas ao candidato socialista, Martin Schulz.

"É um candidato muito forte e claramente mais forte do que Schulz (...) ele, que é do SPD alemão, deixou cair tudo o que defendia aquando do acordo de coligação com Angela Merkel. Juncker tem a favor dele uma coerência que Schulz não tem", advogou Paulo Rangel.

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