Julgamento de Chirac por corrupção começa segunda-feira

O julgamento do ex-Presidente francês Jacques Chirac por alegada corrupção, cujo início está previsto para segunda-feira em Paris, está dependente dos recursos interpostos pela defesa de outros acusados, o que poderá atrasar todo o processo judicial.

O processo, que está a chamar a atenção do grande público, uma vez que será a primeira vez em França que um antigo chefe de Estado se senta no banco dos réus, poderá ficar suspenso indefinidamente devido a estes recursos. Em causa está a alegada criação de empregos pagos com fundos públicos entre Outubro de 1992 e maio de 1995, quando Chirac era presidente da Câmara de Paris.

Segundo a acusação, a criação dos empregos poderá ter servido para financiamento ilícito do partido de Chirac e para aumentar a sua influência política. Existem dois processos a decorrer em simultâneo: um em Paris e outro em Nanterre, nos arredores da capital francesa. O processo de Paris diz respeito a 21 empregos e o de Nanterre refere-se a outros sete cargos alegadamente fictícios.

O advogado Jean-Yves Le Borgne, que defende o antigo chefe de gabinete de Chirac na Câmara parisiense, Rémy Chardon (também acusado junto a outras oito pessoas), apresentou, entretanto, três questões relacionadas com a constitucionalidade nos tribunais correccionais de Paris e de Nanterre.

"Por mim não tenho nenhum interesse em atrasar este processo. O meu cliente não é um 'submarino' como Jacques Chirac. Mas, não devemos apressar um processo quando existe uma questão de direito que não foi resolvida", declarou o advogado. Jacques Chirac, que foi chefe de Estado entre 1995 e 2007, deverá comparecer no Tribunal correccional de Paris na terça-feira (dia 08 de Março).

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