Juizes ordenam expulsão de Mladic da sala do tribunal

O ex-chefe militar dos sérvios na Bósnia, Ratko Mladic, foi hoje retirado da sala do Tribunal Penal Internacional para a Ex-Jugoslávia (TPIJ) por ordem dos juízes.

Mladic, que ameaçara não comparecer à sessão de hoje do seu julgamento em Haia por crimes de guerra na Bósnia, foi expulso depois de interromper repetidamente os juízes. A sessão servia para Mladic se declarar culpado ou inocente de acusações de genocídio. O ex-chefe dos sérvios bósnios recusou-se a fazê-lo, queixando-se de o tribunal não o ter autorizado a ser representado pela equipa de advogados por ele escolhida.

"Querem ser vocês a impor a minha defesa, que espécie de tribunal é este?", gritou Mladic na direcção do juiz-presidente Alphons Orie, pouco antes de ser escoltado para a saída por guardas.Já depois de Mladic ser retirado, o juiz Orie submeteu pelo antigo general sérvio bósnio uma declaração de "inocente" das acusações de genocídio.

Mladic foi detido a 26 de maio, na aldeia de Lazarevo, no norte da Sérvia. O TPIJ exigia desde 1995 a sua detenção pelo papel que desempenhou durante a guerra da Bósnia (1992-1995). Mladic, em fuga há 16 anos, foi acusado de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio, nomeadamente pelo papel no massacre de Srebrenica (Bósnia), no qual cerca de 8.000 homens e rapazes muçulmanos foram mortos, e pelo cerco de Sarajevo.

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