HSBC acusado de lavar dinheiro da Síria

O banco HSBC, o maior da Europa, lavou dinheiro dos cartéis de droga do México e de fundos suspeitos do Irão, Arábia Saudita, Ilhas Caimão e Síria, segundo um relatório divulgado hoje pelo Senado norte americano e citado pelos media internacionais.

O relatório informa que o banco atuou como intermediário financeiro para clientes que receberam recursos provenientes de negócios ilegais. "A cultura do HSBC foi altamente contaminada por muito tempo", afirmou o senador Carl Levin, presidente da Subcomissão Permanente de Investigações do Senado dos Estados Unidos, citado pelo jornal espanhol El Mundo.

O relatório encerra uma investigação de um ano, que incluiu a revisão de 1,4 milhões de documentos e entrevistas com 75 funcionários e reguladores bancários. Amanhã o banco britânico terá de enfrentar uma audiência parlamentar e explicar como o abuso foi autorizado.

O documento do Senado surge num momento difícil para o sistema financeiro britânico, muito afetado pela investigação em vários países sobre a manipulação de taxas de referência. No mês passado, o banco britânico Barclays concordou em pagar uma multa de 453 milhões de dólares no seguimento de uma investigação.

Thomas Curry, que assumiu a presidência do Gabinete de Controlo da Moeda norte americano há quatro meses, disse em comunicado, citado pelo El Mundo, que o cumprimento das normas contra a lavagem de dinheiro é a "chave dos esforços contra a atividade criminosa e terrorismo e o gabinete espera que os bancos tenham os seus programas vigentes para cumprir efetivamente essas leis".

Mais Notícias

Outras Notícias GMG