Hollande declarou abertura de três inquéritos ao acidente

O presidente de França, François Hollande, visitou o lugar do acidente e confortou as famílias das vítimas. Disse que serão abertos três inquéritos ao caso. Da justiça, dos caminhos de ferro e do ministérido dos Transportes de França. O descarrilamento do comboio ocorrido na sexta-feira, na região francesa de Essonne, foi "a maior catástrofe ferroviária dos últimos 25 anos em França", disse o porta-voz do Ministério do Interior francês, Pierre-Henry Brandet.

O porta-voz disse à agência Lusa que "as operações de salvamento continuam durante a noite" e devem "durar ainda alguns dias" a fim de garantir que já não existem mais vítimas entre os destroços dos vagões do comboio, que foram projetados até alguns quilómetros do local do acidente.

Pierre-Henry Brandet adiantou que "ainda é muito cedo para saber exatamente o que levou ao descarrilamento". Existem três inquéritos abertos para apurar as causas do acidente: um judicial, outro administrativo do Ministério e um terceiro da empresa de transportes ferroviários responsável pela ligação, a SNCF.

Apesar de as causas do acidente não terem sido ainda apuradas, suspeita-se de um problema nas agulhas de mudança de linha, registado a 200 metros da gare, segundo um comunicado do ministro dos Transportes francês.

As vítimas foram transportadas, por estrada e helicóptero, para os centros hospitalares da região pelo serviço de emergência, que chegou ao local "em grande número e com rapidez", assegurou o porta-voz.

"Quando vemos os vagões nas plataformas que foram projetados percebemos que o balanço de vítimas poderia ter sido ainda mais dramático", acrescentou.

Além dos seis mortos, o acidente causou dez feridos graves e 20 feridos ligeiros, havendo mais de 230 pessoas que poderão sofrer traumas psicológicos.

A fim de prestar auxílio aos sobreviventes, equipas médicas de apoio psicológico deslocaram-se de imediato ao local.

O presidente da SNCF, Guillaume Pepy, garantiu à Lusa que se encontram dispositivos montados em cada uma das gares de destino do comboio de apoio às famílias, que venham em busca de informações de familiares que estariam no comboio.

A identidade das vítimas mortais ainda não foi confirmada. O porta-voz do Ministério do Interior francês, Pierre-Henry Brandet, sublinhou que será "um longo trabalho de identificação das vítimas, devido ao estado em que se possam encontrar dada a gravidade do acidente".

O acidente aconteceu no início de um dos fins de semana mais sobrecarregados do ano para os caminhos de ferro franceses, quando milhares de pessoas viajam de férias, nas vésperas do feriado nacional de 14 de julho.

O Presidente francês, François Hollande, os ministros dos Transportes e do Interior, assim como representantes políticos da localidade, dirigiram-se ao local e expressaram as suas condolências às famílias afetadas pela catástrofe.

O comboio, que transportava cerca de 380 passageiros, descarrilou a uma velocidade de 137 quilómetros por hora.

No início da madrugada, os jornalistas começaram a abandonar o local, uma vez que as autoridades deixaram de fornecer novas informações relativamente ao número de vítimas e às operações de salvamento.

O presidente da SNCF voltará a falar aos jornalistas hoje, ao fim da manhã.

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