Governo espanhol estuda impacto do aborto na economia

O Ministério da Justiça espanhol considera que a proposta de reforma da lei do aborto, que restringe a prática da interrupção da gravidez, pode ter "um impacto positivo por causa dos benefícios esperados devido ao aumento da natalidade".

Um memorando do Ministério da Justiça, hoje citado pela Cadena Ser, refere uma análise de impactos da reforma da lei do aborto em Espanha, um tema que está a suscitar forte polémica dentro e fora do país.

O mesmo documento, refere o site desta rádio espanhola, admite, porém, que "o impacto económico dificilmente é quantificável" e "não pode estar diretamente associado à aprovação desta norma".

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Apelidada de "retrógrada" pelo 'New York Times' e criticada pela porta-voz do Governo francês Najat Vallaud-Belkacem, a reforma da lei espanhola prevê que as mulheres apenas possam recorrer ao aborto caso a gravidez seja fruto de violação (até às 12 semanas de gestação) ou represente perigo para a vida da mulher (até às 22 semanas), tendo sido alargado o período de reflexão e a objeção de consciência dos médicos.

Esta nova proposta de lei do ministro da Justiça espanhol, Alberto Ruíz-Gallardón, Gallardón irá alterar a lei em vigor, aprovada em 2010, durante o Governo socialista de José Luis Rodríguez de Zapatero, na qual está prevista a possibilidade de a mulher recorrer à IVG por escolha própria.

Em Portugal, a interrupção voluntária da gravidez foi aprovada por referendo, em 2007, sendo permitida até a décima semana de gravidez, se essa for a vontade da mulher, independentemente dos seus motivos. A alteração legislativa em Portugal deu-se durante o Governo socialista de José Sócrates.

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