Família de vítima de Breivik faz queixa contra a polícia

A família de uma das 77 vítimas mortais dos ataques perpetrados pelo extremista de direita Anders Behring Breivik em julho de 2011 na Noruega apresentou queixa contra a polícia norueguesa por causa da sua atuação.

A informação foi hoje avançada pela entidade responsável pela supervisão geral dos serviços de segurança noruegueses.

Breivik foi o autor do atentado à bomba contra a sede do Governo norueguês e de um tiroteio na ilha de Utoya, perto de Oslo, a 22 de julho do ano passado. Os dois ataques causaram 77 mortos, na maioria jovens que participavam num acampamento da Juventude Trabalhista, na ilha de Utoya.

"Recebemos uma queixa de uma família de uma vítima que contesta a polícia pela forma como exerceu as suas funções na ilha de Utoya no dia 22 de julho de 2011", afirmou Paal Henrich Berle, representante do organismo, em declarações à agência noticiosa francesa AFP.

A queixa incide especificamente, segundo o mesmo representante, sobre a rapidez de atuação da polícia face ao ataque.

"Se poderia ter chegado mais cedo [ao local do ataque] e, desta forma, salvar vidas", indicou Paal Henrich Berle, acrescentando que a entidade ainda não decidiu se vai abriu um inquérito sobre esta matéria.

De acordo com um relatório de uma comissão independente, publicado no passado dia 13 de agosto, o atentado à bomba em Oslo poderia ter sido evitado e Breivik poderia ter sido detido mais cedo.

Poucos dias depois da publicação do relatório, que revelou várias deficiências do sistema de segurança do país, o diretor da polícia norueguesa, Oeystein Maeland, apresentou a demissão, e o Governo de Oslo designou um novo responsável, Odd Reidar Humlegaard, que terá a missão de reorganizar as forças de segurança.

Na terça-feira, diante do Parlamento, o primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, criticado pela fragilidade do país face aos ataques, lamentou os incidentes e reconheceu que várias medidas de seguranças não foram aplicadas. O chefe do Governo norueguês afirmou ainda que vai aplicar as recomendações da comissão e melhorar a segurança do país.

No passado dia 24 de agosto, os cinco juízes do tribunal de primeira instância de Oslo consideraram Breivik culpado de terrorismo e condenaram o extremista de direita a 21 anos de prisão, uma pena renovável por períodos de cinco anos enquanto o preso for considerado perigoso.

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