Escola alemã encerra devido a surto de E.coli

Vários casos de contaminação com a estirpe mais perigosa da bactéria E.coli numa escola da Westfália (centro da Alemanha) obrigaram as autoridades a encerrar temporariamente o estabelecimento de ensino, foi hoje anunciado.

A escola em Altenbeken, no concelho de Paderborn, ficará fechada durante uma semana, o que corresponde ao período de incubação da doença intestinal provocada pela E.coli.

Em meados de Junho, três alunos entre os oito e os 11 anos contraíram a Síndrome Hemolítica Urémica (HUS), causada pela estirpe 0104 da E.coli, que provoca sérios danos renais e cerebrais.

Mais tarde, três funcionárias da cantina e um empregado do serviço de "catering" apareceram também contaminados, levando as autoridades locais a encerrar a escola, devido às preocupações manifestadas pelos pais.

Ainda não tinha sido apurada a forma como os alunos se infectaram, o que pode ter acontecido através da comida ou de descuido das normas elementares de higiene, disseram os mesmos responsáveis.

Entretanto, os adultos que contraíram E.coli já estão praticamente restabelecidos, sem que tenha sido necessário internamento hospitalar, e as crianças estavam hospitalizadas, mas a recuperar bem, anunciou a direcção da escola.

Apesar de o surto de E.coli estar a regredir na Alemanha, depois de ter atingido o auge em finais de maio, "continuará a haver contaminações", advertiu hoje, em Berlim, o presidente do Instituto Federal para A Avaliação de Riscos, Andreas Hensel.

Até hoje 3801 pessoas tinham sido contaminadas pelo atual surto, cerca de 800 das quais com a estirpe mais perigosa da bactéria, e segundo o Instituto Robert Koch (agência nacional de combate a epidemias, sedeado em Berlim) já houve 44 mortes, 43 na Alemanha e uma de uma cidadã germânica na Suécia.

Após intensos testes laboratoriais, os especialistas alemães detectaram a origem do surto em rebentos vegetais provenientes de uma exploração agrícola em Bienenbuettel, na Baixa Saxónia, depois de pepinos importados de Espanha terem sido erradamente referenciados pelas autoridades sanitárias de Hamburgo como causa da epidemia.

As recomendações das autoridades alemãs contra o consumo de pepinos, tomate e alface, entretanto anuladas, provocaram avultados prejuízos aos horticultores espanhóis, e também de outros países da União Europeia, que deverão agora ser parcialmente indemnizados com fundos comunitários.

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