DSK julgado por proxenetismo em 2014

O julgamento do ex-diretor-geral do FMI Dominique Strauss-Kahn, acusado de "proxenetismo agravado" numa alegada rede de prostituição em França, decorrerá no próximo ano, indicou hoje uma fonte próxima do caso.

Strauss-Kahn foi acusado de "proxenetismo agravado enquanto membro de um grupo" no chamado "Caso Carlton" -- mais um de uma série de escândalos que emergiram depois dese ter demitido da direção do Fundo Monetário Internacional (FMI) devido a uma alegada agressão sexual a uma empregada de um hotel de Nova Iorque.

De acordo com uma fonte próxima do caso citada pela agência de notícias francesa AFP a coberto de anonimato, o julgamento iniciar-se-á em 2014.

O caso centra-se em acusações de que empresários e oficiais da polícia forneceram prostitutas para festas de sexo na cidade de Lille, no norte de França, algumas das quais se diz que se terão realizado no hotel de luxo Carlton.

O ministério público pediu em junho para que fossem retiradas as acusações contra Strauss-Kahn, de 64 anos, argumentando insuficiência de provas para avançar para julgamento.

Mas na semana passada, o gabinete da acusação de Lille indicou que os magistrados da investigação lhe ordenaram, bem como a 12 arguidos, que fossem a julgamento.

No sistema legal francês, os juízes de uma investigação podem contrariar recomendações do ministério público e obrigá-lo a levar suspeitos a julgamento.

Houve alguma especulação de que o ministério público poderá recorrer da decisão dos magistrados, mas hoje anunciaram que não o farão.

A acusação de "proxenetismo agravado enquanto membro de um grupo" é punível com até 10 anos de prisão e coima até 1,5 milhões de euros.

Strauss-Kahn admitiu frequentar festas de sexo em França e nos Estados Unidos, mas afirmou que não sabia que algumas das mulheres estavam a ser pagas.

Até estes escândalos surgirem, Strauss-Kahn era considerado o principal candidato do Partido Socialista para enfrentar Nicolas Sarkozy na disputa pela Presidência francesa.

Mas hoje, disse à televisão russa que a sua carreira política acabou e que estava agora a trabalhar como consultor económico.

Em dezembro, Dominique Strauss-Kahn concordou pagar por danos não especificados -- que alegadamente ultrapassam 1,5 milhões de dólares -- a Nafissatou Diallo, a empregada do hotel de Nova Iorque cuja acusação de agressão sexual o levou a demitir-se do FMI.

Strauss-Kahn admitiu que houve um encontro sexual, mas afirmou que este foi consensual.

Uma investigação criminal ao incidente revelou-se infrutífera depois de a funcionária do hotel ter alterado a sua versão dos acontecimentos, levando a acusação a concluir que havia poucas hipóteses de obter uma condenação.

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