Doze coisas que tem de saber sobre Malala

Pouco mais de um ano depois de ter sido baleada pelos talibãs quando voltava da escola, Malala Yousafzai recebe hoje, quarta-feira, em Estrasburgo, o prémio Sakharov do Parlamento Europeu.

Aqui ficam 12 coisas que devia saber sobre a ativista paquistanesa de 16 anos e a sua luta pelo direito das meninas à educação.

Nome. Malala foi assim chamada em homenagem a Malalai de Maiwand. Esta filha de um pastor foi morta no campo de batalha no Afeganistão quando pegou num estandarte para ajudar o pai e o noivo durante uma das guerras do século XIX contra os britânicos. É uma heroína para o povo pastune.

Dor. Mas "Malala" também significa "atingida pela dor" em língua pastune. O avô da ativista, académico religioso e imã da mesquita da aldeia, não gostou da escolha por ser "um nome triste".

Pai. O seu pai queria que fosse médico, mas Ziauddin Yousafzai acabou por seguir o seu sonho e fundar uma escola. O pai de Malala é presença regular ao seu lado e foi com ele que a jovem paquistanesa começou a fazer campanha pela educação das raparigas muçulmanas.

Vampiros. Malala gosta dos livros de Jane Austen, de Justin Bieber e também dos filmes da série Crepúsculo. Em Mingora costumava brincar com a melhor amiga, Moniba, a fingir que eram vampiros.

Blogue. Em 2008 Malala, então com apenas 11 anos, passou a escrever um blogue na BBC em urdu no qual contava como era a vida de uma aluna do Vale de Swat sob o domínio dos talibãs. Por questões de segurança, Malala assinava os textos como Gul Makai.

Cor-de-rosa. É a cor preferida de Malala, como a própria explica no seu livro 'Eu Malala'. Por isso escolheu um vestido cor-de-rosa quando foi discursar à ONU em Nova Iorque no dia do seu 16.o aniversário. O 12 de julho de 2013 foi o Dia da Malala nas Nações Unidas.

Mingora. É a cidade paquistanesa, situada no Vale de Swat, onde Malala vivia com os pais e os dois irmãos mais novos antes do ataque à carrinha da escola onde seguia e do seu exílio para Birmingham, na Inglaterra.

Física. É a disciplina preferida de Malala na escola, isto apesar de a rapariga admitir sentir algumas dificuldades com a matéria.

Fazlullah. Conhecido como o 'mullah da rádio', por ali ter tido um programa, terá sido ele a ordenar o ataque contra Malala a 9 de outubro de 2012. Este ano, no início de novembro, Fazlullah foi nomeado líder dos talibãs do Paquistão, após a morte de Hakimullah Mehsud por um drone americano.

Olho. Uma das três balas que atingiram Malala entrou junto ao olho e saiu perto do ombro, cortando o nervo facial e deixando o lado esquerdo do rosto da rapariga paralisado. Os médicos britânicos conseguiram que a cirurgia e a fisioterapia a fizessem recuperar a 86%, mas o seu rosto não recuperou totalmente a simetria.

Biografia. Escrita pela jornalista Christina Lamb, 'Eu, Malala - a minha luta pela liberdade e pelo direito à educação' é editado em Portugal pela Presença. O livro foi banido nas escolas privadas paquistanesas por ser "má influência" e " desrespeitar o islão".

Sonho. Malala não se cansa de dizer que gostaria de voltar ao Paquistão e confessa que se imagina como primeira-ministra, seguindo as pisadas de Benazir Bhutto.

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