Dois presos por roubo de relíquia de João Paulo II

A polícia italiana prendeu duas pessoas envolvidas no roubo de uma relíquia de João Paulo II, que ocorreu no sábado na igreja de São Pedro de Ienca, em Áquila, na região de Abruzzo, informaram hoje fontes policiais.

Os polícias encontraram uma parte do relicário roubado, que continha um pedaço de tecido da batina de João Paulo II, manchada de sangue durante o atentado que o papa polaco sofreu na Praça de São Pedro, a 13 de maio de 1981.

Ainda não foi localizada a relíquia completa do papa, pelo que a polícia continua as buscas.

Os detidos, de 23 e 24 anos, confessaram o roubo do relicário e de uma cruz da igreja, que também foi encontrada, acrescentaram fontes policiais, que não deram mais detalhes sobre o caso.

O presidente da associação São Pedro de Ienca, Pasquale Corriere, responsável pelo santuário do qual desapareceu a relíquia, explicou aos meios de comunicação italianos que falta um pedaço do tecido manchado de sangue, mas confia que será encontrado.

O procurador de Áquila, David Mancini, ordenou um novo interrogatório dos detidos para que confessem onde se encontra o restante da relíquia.

O papa João Paulo II era muito ligado à esta zona de Abruzzo, onde costumava caminhar, meditar e esquiar. Em 2011, o relicário foi entregue ao pequeno santuário.

Hoje, o antigo secretário do papa, o cardeal polaco Stanislaw Dziwisz, telefonou às autoridades para pedir a devolução da relíquia antes da canonização de João Paulo II, prevista para 27 de abril.

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