Crimeia a votos sobre a integração na Rússia

As assembleias de voto abriram hoje às 08:00 (06:00 em Lisboa) para a realização do referendo na Crimeia, cujos habitantes decidem o regresso deste território do sul da Ucrânia à Rússia.

Um milhão e meio de eleitores são chamados às urnas, ainda que a minoria tártara (12% da população) tenha decidido boicotar a consulta, contestada em uníssono pelo Ocidente e por Kiev e definida como "legítima" por Moscovo.

Mais de 1.200 assembleias de voto vão estar abertas em toda a Crimeia até às 20:00 (18:00 em Lisboa).

Seis décadas após a decisão unilateral do então dirigente soviético Nikita Khrushchev de anexar esta região tradicionalmente russa à Ucrânia, as respostas às duas questões colocadas aos eleitores da Crimeia no referendo de hoje poderão definir por muito tempo as relações entre Rússia e ocidente.

"Aprova a reunificação da Crimeia com a Rússia como membro da federação da Rússia?"; "Aprova a restauração da Constituição da Crimeia de 1992 e o estatuto da Crimeia como fazendo parte da Ucrânia?", são as questões do referendo, onde se resume o dilema desta península com dois milhões de habitantes, a maioria de origem russa, na origem da mais grave crise diplomática leste-oeste desde o final da Guerra Fria.

Num território habitado maioritariamente por 58,32% de russos, 24,32% de ucranianos (ambos de religião ortodoxa) e 12,1% de tártaros da Crimeia (muçulmanos), o desfecho da consulta não deverá surpreender, atendendo a que uma sondagem recente previa um "sim" esmagador à união com a Rússia.

O resultado do referendo será validado se a taxa de participação ultrapassar os 50%.

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