China não comenta referendo na Crimeia e apela à calma

A China escusou hoje pronunciar-se acerca da legalidade ou ilegalidade do referendo de domingo na Crimeia, limitando-se a repetir o seu apelo à "calma e contenção de todas as partes para evitar uma escalada da situação".

"Esperamos que todas as partes envolvidas mantenham a cabeça fria, resolvam as diferenças através do diálogo e procurem uma solução pacífica para a questão", respondeu um vice-ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Li Baodong, quando questionado sobre se a China considerava o referendo legal ou ilegal, como alegam os Estados Unidos e a União Europeia.

A pergunta foi feita durante uma conferência de imprensa sobre a visita que o presidente chinês, Xi Jinping, efetuará à Europa a partir do próximo sábado.

"Acompanhamos atentamente a situação na Ucrânia e esperamos que todas a partes adotem uma atitude de calma e contenção. A solução política é a única saída", disse também Li Baodong.

Segundo os organizadores do referendo na Crimeia, quando estavam contados metade dos votos, a percentagem dos que concordavam com a integração do território na Rússia era de 95,5%.

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