Chefe da diplomacia russa considera que "restart" com Washington não pode ser eterno

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, declarou hoje que o "restart" de relações com os Estados Unidos não pode ser eterno, pois isso poderá causar problemas às relações bilaterais.

"O "restart" das relações com os Estados Unidos não pode continuar eternamente, pois isso poderá criar falhas no sistema", disse numa conferência de balanço da política externa da Rússia em 2012.

"Restart" foi o nome dado à política de Barack Obama face à Rússia quando foi eleito, pela primeira vez, Presidente norte-americano.

O chefe da diplomacia russa acrescentou que Moscovo continuará a responder aos "passos hostis" dados por Washington, mas que continua pronto para desenvolver as relações com os Estados Unidos e para coordenar ações no campo internacional.

"Claro que nós iremos continuar a responder aos passos hostis, mas na raiz da nossa posição está o desenvolvimento dos laços russo-americanos em todas as direções, nomeadamente na arena internacional", frisou.

As autoridades norte-americanas aprovaram a "lei Magnitski", que proíbe a entrada nos Estados Unidos a russos implicados, direta ou indiretamente, na morte do advogado russo Serguei Magnitski.

Moscovo considerou a lei um "passo hostil" e respondeu com a proibição da entrada na Rússia de norte-americanos implicados na violação dos direitos humanos e da adoção de crianças russas por norte-americanos.

O ministro russo assinalou que as relações com os Estados Unidos em 2012 tiveram importância fulcral para garantir a segurança no espaço euro-atlântico e, em geral, "para a manutenção da estabilidade global".

"Estamos interessados no diálogo construtivo, no desenvolvimento da cooperação mútua estável, principalmente na esfera dos investimentos, das ligações comerciais e económicas, na esfera dos contactos entre pessoas", concluiu.

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