Cerca de meio milhar de ilegais tentam passar em Melilla

Um grupo de 500 imigrantes de origem subsariana tentou atravessar hoje a fronteira de Marrocos em Melilla, enclave espanhol no norte de África.

Segundo fontes policiais citadas pela EFE, a tentativa ocorreu às 14:00 locais (uma hora menos em Lisboa), na zona do bairro Chino, com os elementos da Guarda Civil de Espanha e autoridades marroquinas a dissuadirem os emigrantes ilegais.

Uma hora depois, a três quilómetros do local, a polícia marroquina travou uma incursão de um outro grupo de imigrantes subsarianos, que tentavam passar a fronteira para a cidade costeira espanhola do norte de África, que tem fronteira com Marrocos.

Mais de três dezenas de imigrantes permaneceram na vala entre as duas barreiras de arame farpado durante meia hora, até que se entregaram voluntariamente às forças de segurança espanholas, que os entregaram às autoridades marroquinas.

A Guarda Civil mantém um forte dispositivo de vigilância, incluindo meios aéreos, e fechou ao trânsito as vias contíguas à fronteira.

Estas tentativas sucederam à que se registou a 28 de março deste ano, quando a polícia espanhola e marroquina impediram que 800 imigrantes ilegais, divididos em vários grupos, passassem a fronteira.

Número oficiais das autoridades espanholas referem que, em 2013, 7.472 imigrantes ilegais entraram em Espanha, através das fronteiras de Ceuta e Melilla, a que corresponde um aumento de 50 por cento relativamente ao ano anterior.

Em contraste, o estreito de Gibraltar e Canárias e Baleares sofreu uma redução de 15 por cento.

Espanha, Itália, Grécia e Bulgária são as principais portas de entrada na União Europeia para imigrantes que, por vezes, pagam com a própria vida o sonho de terem uma vida melhor.

Depois do início de 2014, mais de 36.000 imigrantes (eritreus, somalis e sírios, na sua maioria) cruzaram a fronteira.

No ano passado, o número fixou-se em 42.925, enquanto em 2011 foi de 63.000, sobretudo por causa da Primavera Árabe.

O principal ponto de entrada é a Sicília e a ilha de Lampedusa, a mais próxima da costa do norte de África.

A 12 de maio último, 17 imigrantes ilegais morreram num naufrágio no Mediterrâneo, ao largo da costa da Líbia, tendo sido salvos 200.

Em outubro de 2013, dois naufrágios ocorridos perto de Lampedusa fizeram mais de 400 mortos.

Depois do reforço do controlo nas fronteiras terrestres da Turquia, principalmente junto ao rio Evros, os imigrantes clandestinos passaram a privilegiar a via marítima, através das ilhas gregas do Mau Egeu.

Segundo dados da marinha grega, o fluxo de emigrantes ilegais é de 1.000 passagens por mês neste ano, contra 3.000 em 2012 e 10.000 em 2013.

O número de detenções no ano passado foi de 43.000 em 2013 em toda a Grécia, registo inferior a 2012 (76.878) e a 2008 (146.337).

Contrariamente ao que se passa na Itália, os imigrantes clandestinos navegam em embarcações de uma dezena a meia centena de pessoas, mas os naufrágios são frequentes.

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