Carlos, o Chacal dispensa advogados de defesa

O terrorista "Carlos o Chacal" dispensou hoje a presença dos advogados de defesa na primeira sessão do recurso, no Tribunal de Paris, sobre a autoria de quatro atentados em França nos anos 1980.

"Eu interditei os meus advogados de me virem defender", declarou Carlos falando em francês perante os juízes do tribunal especial que está a julgar o recurso sobre o caso em que foi considerado culpado da autoria de pelo menos quatro atentados.

O venezuelano Ilich Ramirez Sanchez, 63 anos, que adotou o nome "Carlos o Chacal", está preso em França desde os anos 1990.

O recurso do terrorista Carlos sobre o processo relacionado com os quatro atentados em França nos anos 1980 começou hoje em Paris na ausência dos advogados de defesa, os franceses Isabelle Coutant-Peyre e Francis Vuillemin e dos defensores estrangeiros.

"Não é nada contra o tribunal, eu não tenho qualquer intenção de sabotar o processo", afirmou ainda o acusado, que questionou a decisão das autoridades de Caracas que se recusaram a pagar todos os custos judiciais do processo que se vai prolongar até ao dia 26 de junho e que Carlos considerou "sabotagem".

"Carlos o Chacal" pediu para que fossem designados advogados oficiosos para que o recurso possa ser julgado e acrescentou que está disposto a continuar porque, afirmou, conhece o processo.

Caso os advogados nomeados pelo tribunal não aceitem a defesa, o julgamento do recurso pode vir a ser adiado.

O recurso diz respeito ao caso de atentados terroristas ocorridos em França em 1982 e 1983 e que fizeram onze mortos e mais de 150 feridos.

Em dezembro de 2011, a justiça francesa condenou "Carlos o Chacal" a 18 anos de cadeia, a pena máxima.

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