Breivik queixa-se das condições da sua detenção

Anders Behring Breivik, condenado pelo assassinato de 77 pessoas na Noruega em julho de 2011, queixou-se das condições de detenção em que se encontra, que são "contrárias aos direitos humanos", segundo afirmações dos seus advogados, na quarta-feira.

O extremista de direita, de 33 anos, enviou uma carta às autoridades prisionais onde critica o sistema de alta segurança da prisão de Ila, em Oslo, onde se encontra e queixa-se das restrições à sua correspondência, diz a AFP.

Segundo Tord Jordet, seu advogado, Breivik é, na prática, privado de utilizar o computador que lhe havia sido concedido, embora não pudesse utilizar a Internet, e as cartas que recebe são censuradas quando abordam qualquer tema político. "A sua liberdade de expressão é violada", declarou o advogado à AFP.

Mantido afastado dos outros prisioneiros, Breivik também teceu críticas ao sistema de alta segurança que o priva de qualquer atividade recreativa e que o sujeita a inspeções diárias à sua cela e ao seu corpo. "Esse tipo de tratamento numa prisão não é humano", afirmou o seu advogado.

Condenado em agosto a 21 anos de prisão, pena que pode ser prolongada, Breivik deverá passar a maior parte da sua detenção na prisão de Ila, perto de Oslo.

Embora existam duas outras celas além da qual onde se encontra detido, uma para a realização de atividades físicas e outra para aceder ao computador, Tord Jordet afirma que o acesso de Breivik a qualquer uma delas é sempre controlado pelas autoridades da prisão, não lhe tendo sido possibilitado, nas últimas semanas, o acesso ao computador.

A 22 de julho de 2011, Brevik matou 77 pessoas num duplo ataque. Primeiro detonou uma bomba perto da sede do Governo da Noruega e, em seguida, atacou a tiro um grupo de jovens que participavam num acampamento da Juventude Trabalhista, na ilha de Utoya, perto da capital norueguesa.

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