Breivik pede desculpa a vítimas sem ligação política

Extremista norueguês lamenta mortes de inocentes em Oslo, mas mantém que ataques aos ministérios e ao campo de jovens em Utoya foram "legítimos".

Anders Behring Breivik, que está a ser julgado pela morte de 77 pessoas em 2011 na Noruega, apresentou desculpas às famílias das vítimas sem ligação política, recusando contudo fazer outro tanto para os familiares dos jovens e dirigentes trabalhistas mortos na ilha de Utoya.

As desculpas, proferidas numa voz calma pelo extremista de 33 anos na sessão de hoje no tribunal de Oslo, visavam os que foram vítimas da explosão da sua bomba perto da sede do Governo, em Oslo. Quando o procurador lhe perguntou se queria estender aquele pedido de desculpa às restantes vítimas, Breivik respondeu pela negativa.

O massacre dos elementos do partido trabalhista do primeiro-ministro Jens Stoltenberg e dos funcionários dos ministérios foi "atroz mas necessário", insistiu Breivik, classificando-os como "alvos políticos legítimos".

Segundo Breivik, 44 das 69 pessoas mortas no campo de juventude em Utoya, que classificou como "campo de doutrinação política" tinham responsabilidades na organização.

No centro do julgamento, e perante algumas declarações proferidas por Breivik, permanece a questão da sua saúde mental. Inicialmente declarado psicótico numa primeira avaliação psiquiátrica, foi considerado são de espírito numa contra-avaliação. Declarado irresponsável, será condenado a internamento psiquiátrico perpétuo; considerado criminalmente responsável, pode ser condenado a 21 anos de prisão, que podem ser prolongados até ser considerado perigoso.

A sentença deve ser conhecida em julho.

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