Bento XVI defende o "direito de não emigrar"

Papa considera fundamental o direito a não emigrar e convida os governantes a fazerem "todos os possíveis para que as populações se mantenham nos seus países".

O Papa Bento XVI defendeu esta segunda-feira o "direito a não emigrar" como um direito fundamental, uma vez que atualmente "o projeto de emigração de uma pessoa não responde à esperança de uma vida melhor", convidando os governantes a fazerem "todos os possíveis para que as populações se mantenham nos seus países".

"Mais importante ainda que o direito a emigrar, é preciso reafirmar o direito a não emigrar, isto é, criando condições para que cada um possa permanecer na sua terra", afirmou Bento XVI durante a sua mensagem de preparação da jornada mundial dos emigrantes e refugiados, que será celebrada em janeiro.

O Papa adiantou ainda que "o direito a emigrar faz parte dos Direitos Humanos fundamentais", no entanto, salientou que considera mais importante "controlar os fatores que levam á emigração".

Em vez de uma "peregrinação animada pela confiança, pela fé e pela esperança, numerosos emigrantes são consequência da precariedade económica, da falta de bens essenciais, de catástrofes naturais, guerras e desordens sociais", disse Bento XVI, adiantando que "emigrar advém de um calvário para sobreviver,onde homens e mulheres aparecem mais como vítimas do que como responsáveis pela aventura da emigração", disse.

"Muitos vivem em condições marginais, de exploração e privação dos seus direitos fundamentais, com o risco de se envolverem em comportamentos prejudiciais para as sociedades onde estão inseridos", alertou ainda o Papa.

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