Barroso saúda cimeira de "oportunidade e desenvolvimento"

O presidente da Comissão Europeia manifestou hoje satisfação com o crescimento em vários países africanos e considerou que a cimeira de Bruxelas fica marcada por um sentimento de "oportunidade e desenvolvimento" e não tanto de "dificuldade e problemas".

Na conferência de imprensa final da IV cimeira União Europeia-África, José Manuel Durão Barroso enfatizou o aumento das trocas comerciais entre os dois continentes, "mesmo numa altura de crise", referindo que estas aumentaram 47% entre 2007 e 2012, e também a forte interdependência entre o "velho continente" e África.

Barroso disse estar "muito satisfeito com os resultados da cimeira" e que existe "um progresso real" na parceria entre a União Europeia e África: "Ficamos satisfeitos por ver África a crescer (?) antes, muitas cimeiras eram para discutir dificuldades e problemas, mas nesta cimeira há uma ideia de oportunidade e desenvolvimento".

O chefe do executivo comunitário assinalou que no ano passado o continente africano teve um crescimento médio de 6% e que na última década "seis dos dez países com maior crescimento económico" foram nações de África.

Durão Barroso apelou a uma "liderança politica responsável" e de "boa governação" para "ultrapassar os desafios, erradicar a pobreza e promover o crescimento sustentável e inclusivo", alertando também para os problemas do terrorismo e do extremismo religioso, designadamente na zona do Mali, do Sahel ou da República Centro Africana.

O presidente da Comissão adiantou que foi adotado um ?roadmap' (roteiro) para melhorar a aplicação da estratégia conjunta e defendeu que "em vez de se tentar reinventar a roda, muitas vezes uma tentação", os responsáveis de ambos os continentes concentraram-se "na melhor maneira de promover a paz e a prosperidade".

Em relação à assistência económica e humanitária, Barroso referiu por exemplo que a União Europeia doou 140 mil milhões de euros desde 2007 a África e que este continente "é de longe a prioridade na assistência ao desenvolvimento", acrescentando que nos próximos anos serão destinados 350 milhões de euros para bolsas de estudo e para investigadores africanos.

Já a presidente da Comissão Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, destacou as oportunidades que o continente africano oferece, nomeadamente o facto de ter "60 por cento do de terra arável ainda disponível no mundo e que pode ser utilizada na agricultura", contando aqui com "a experiência europeia" nesta área.

A responsável destacou ainda a mais-valia da população jovem do continente e apelou ao apoio da Europa à sua formação para evitar que "os jovens africanos morram no deserto africano ou no Mediterrâneo" e as oportunidades que estão à espera de ser exploradas no continente africano, nomeadamente na área da energia ou das infraestruturas.

Por seu lado, o presidente em exercício da União Africana , Mohamed Ould Abdel Aziz, também chefe de Estado da Mauritânia, referiu que a parceria pode ajudar a resolver alguns problemas em África, nomeadamente o desemprego jovem, com cerca de 10 milhões por ano em África, e no apoio logístico da Europa às forças militares das africanas para participarem em missões de paz.

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