Autor do atentado a João Paulo II lança livro de memórias

'Prometeram-me o paraíso. A minha vida e a verdade sobre o atentado contra o papa' é o livro que conta a verdade de Mehmet Ali Agca, o homem que, a 13 de maio de 1981, disparou contra João Paulo II na Praça de São Pedro, em Roma.

No livro lançado na sexta-feira em Itália, Ali Agca conta como fugiu de uma prisão turca, na qual cumpria pena pelo assassínio de um jornalista, e fala da sua estadia em Teerão, onde foi "doutrinado" durante várias semanas, antes de um encontro noturno com o Guia Supremo da Revolução Iraniana.

Apesar de ter sido diagnosticado como doente mental, Agca parece certo de que foi o ayatolah Khomeini quem encomendou a morte de João Paulo II. "Tens de matar o Papa em nome de Alá. Tens de matar o porta-voz do diabo na Terra", ordenou o líder iraniano, de acordo com os testemunhos de Ali Agca.

Na suas memórias, Mehmet revela alguns detalhes sobre o seu encontro com o Papa João Paulo II, quando este o visitou em Roma. Segundo ele, o Papa perguntou: "Quem ordenou a minha morte?". Pelo que Agca acusou o chefe iraniano.

Mas este novo livro traz à tona pormenores ainda mais curiosos. Agca recorda a sua vida, desde a infância, afirmando "ter vivido durante anos no erro do 'fascismo-nazi' islâmico".

"Hoje, sei que Jesus Cristo é a melhor pessoa que andou na Terra", escreve o autor.

Aos 55 anos, Mehmet Ali Agca já cumpriu 19 anos de prisão em Itália e foi, posteriormente, deportado para a Turquia, onde cumpriu outros 10. Libertado em janeiro de 2010, decidiu agora escrever uma livro de memórias que o Vaticano diz estar cheio de "novas mentiras".

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