Ativistas Greenpeace transferidos para São Petersburgo

A Rússia começou hoje a transferir de Murmansk para São Petersburgo os 30 tripulantes do navio da Greenpeace que foram detidos após uma campanha numa plataforma petrolífera do Ártico, informou a organização e as autoridades russas

Os 28 ativistas da Greenpeace e dois jornalistas deixaram hoje cerca das 05:00 (01:00 em Lisboa) o centro de detenção de Murmansk, no Ártico, e foram levados de comboio para São Petersburgo, a segunda cidade da Rússia, a 1.500 quilómetros de distância, informou a porta-voz da organização não-governamental Dannielle Taaffe.

A comissão de investigação russa confirmou em comunicado esta informação, salientando que os 30 detidos, acusados de pirataria e vandalismo, que arriscam um máximo de sete anos de prisão, foram transferidos para a jurisdição de São Petersburgo.

Os 30 tripulantes do navio "Arctic Sunrise" da Greenpeace, originários de 18 países, foram detidos em setembro, depois de terem tentado escalar uma plataforma da empresa russa Gazprom no mar de Barents para denunciar os riscos ecológicos associados à extração de petróleo nessa região.

As autoridades russas entraram no navio a 19 de setembro e levaram-no para Murmansk. A Greenpeace alega que as autoridades russas não tinham o direito de deter um navio de bandeira holandesa em águas internacionais.

Em outubro, as autoridades russas alegaram que o navio transportava droga, o que foi negado pela organização não-governamental.

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