"Apelos à revolução são ameaça à segurança nacional"

O Presidente ucraniano, Viktor Ianukovich, considerou hoje os apelos à revolução feitos pela oposição como "uma ameaça à segurança nacional", durante uma reunião com antecessores seus para debater a agitação que se vive no país.

"Apelos à revolução são uma ameaça à segurança nacional", afirmou perante os ex-Presidentes Leonid Kuchma, Leonid Kravchuk e Viktor Iuschencko.

O atual chefe de Estado afirmou querer que "esta página negra seja virada e nunca possa acontecer novamente", referindo-se ao clima de agitação que se vive na Ucrânia, com milhares de pessoas nas ruas a protestar contra a recusa pelo Governo de um acordo com a União Europeia.

Numa aparente cedência à oposição, Ianukovich anunciou ter pedido a libertação de alguns manifestantes detidos após confrontos com a polícia.

Sem dar mais pormenores, o Presidente ucraniano afirmou que trabalharia para conseguir a libertação de todos aqueles que não tenham cometido atos graves de violência, admitindo também que as forças de segurança são responsáveis por alguns dos confrontos.

"Trabalha-se para encontrar transgressores de ambos os lados. Há culpados dos dois lados", apontou, acrescentando que não defende "reagir severamente e julgar pessoas" e que "o país tem que continuar a viver e desenvolver-se".

A polícia antimotim ucraniana, apoiada por tropas do Ministério do Interior, removeu esta madrugada as barricadas instaladas no centro de Kiev, numa operação que segundo os opositores causou pelo menos uma dezena de feridos, nenhum deles com gravidade.

A oposição, que tem concentrado centenas de milhares de pessoas em Kiev e outras cidades do país, exige a demissão de Ianukovich, acusado de ter renunciado no final de novembro à assinatura de um acordo de associação com a UE em benefício de uma aproximação com a Rússia.

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