Amnistia não visa especificamente Greenpeace e as Pussy Riot

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse hoje que a amnistia decretada no país não foi feita para incluir especificamente nem os ativistas da associação ambientalista Greenpeace nem as cantoras da banda Pussy Riot, condenadas a dois anos de prisão.

"Esta amnistia não está relacionada nem com a Greenpeace nem com este grupo. Como já disse, a amnistia não é uma decisão minha, mas sim da Duma (Parlamento), e está relacionada com a humanização da nossa política penal por ocasião dos 20 anos da nossa Constituição", sublinhou o líder russo, numa conferência de imprensa, hoje em Moscovo.

Questionado sobre se não sentia pena por duas cantoras estarem na prisão, apesar de terem filhos pequenos, Putin admitiu ter pena, mas salientou que sente pena "por terem realizado um ato que denigre a dignidade da mulher" e por terem "ultrapassado todas as fronteiras".

Nadezhda Tolokónnikova e Maria Aliójina, duas cantoras da banda Pussy Riot, cumprem uma pena de dois anos de prisão por ódio religioso, por terem cantado canções que criticavam o Presidente russo na catedral Cristo Salvador, em Moscovo.

A amnistia, que entra hoje em vigor, abrange também cerca de 30 tripulantes do quebra-gelo Arctic Sunrise, da Greenpeace, que estavam em liberdade condicional depois de terem pagado fiança no seguimento de dois meses na prisão.

Putin, quando questionado sobre a possibilidade de suavizar as leis contra os protestos, respondeu: "Não temos intenção de suavizar nada, antes pelo contrário, vamos reforçá-las".

O Presidente admitiu que iria tentar dialogar com as associações ambientalistas para melhorar o clima de trabalho das empresas públicas, mas salientou que muitas das ações apresentadas como de protesto ambiental servem, na verdade, "objetivos desonestos, concretamente chantagem e extorsão das empresas".

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