Advogado terá levado câmara oculta num pin no casaco

A polícia espanhola identificou o principal suspeito da autoria do vídeo amador recolhido ilegalmente durante o depoimento da infanta Cristina com as principais suspeitas a recaírem sobre o advogado José Carvajal, segundo a imprensa.

O jornal online Periodista Digital revela na sua edição de hoje que a polícia tem já quase concluída a investigação que confirma não só a autoria do vídeo, mas também a forma como foi recolhido e até o acordo para a publicação das imagens no jornal El Mundo.

Em causa está a polémica divulgação de um vídeo amador com um excerto de cinco minutos do depoimento que a filha de Juan Carlos fez perante o juiz José Castro no passado dia 8, numa das salas da Audiência Provincial em Palma de Maiorca.

José Castro tinha determinado que o depoimento da infanta Cristina seria gravado apenas em áudio e que estava proibido o uso de qualquer dispositivo que permitisse a gravação de imagens, considerando "inqualificável" a gravação não autorizada.

No vídeo, gravado com uma câmara amadora, vê-se a filha de Juan Carlos, de costas, a responder a algumas das perguntas que o juiz colocou durante o longo interrogatório de cinco horas.

Segundo a imprensa espanhola, a polícia recriou a sala de audiências para tentar confirmar quem estava sentado no local de onde as imagens foram recolhidas, tendo ouvido também vários dos presentes.

As investigações indiciam, segundo o jornal digital, que o advogado terá alegadamente usado uma câmara oculta num pin que tinha na lapela do casaco.

A polícia terá já conseguido confirmar quem forneceu a câmara e as circunstâncias em que o vídeo foi, posteriormente, subido à plataforma Wouzee.

O principal suspeito, Jose Francisco Jimenez Carvajal, é o advogado de Javier Saavedra, um dos outros arguidos no processo que envolve o marido da infanta Cristina, conhecido como caso Nóos.

Caso se confirme a autoria do vídeo o responsável pode ser condenado a uma pena de até um ano de cadeia por desobediência.

Segundo a agência Europa Press, as autoridades policiais estão a aguardar que a empresa Wouzee responda ao requerimento dos investigadores sobre a autoria do vídeo antes de avançar na formalização de uma acusação contra o advogado.

Um mandado emitido na semana passada instava a Wouzee a fornecer os "dados identificativos com relação ao utilizador 'infanta' que alojou o vídeo a 10 de fevereiro de 2014.

Pretende ainda informações como a direção IP, data, hora e o "arquivo fonte do vídeo".

Marcial Cuquerella, diretor executivo da Wouzee Media, confirmou pela sua conta na rede twitter que a empresa vai fornecer todos os dados solicitados.

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