A jovem socialista espanhola que nunca viajou em executiva

As críticas que fez ao luxo das reuniões da Internacional Socialista tornaram esta jovem a notícia do momento. É acusada de ser uma rapariga do aparelho, mas responde dizendo que já trabalhou no McDonald's. Nasceu em Madrid há 29 anos

O discurso que proferiu na reunião da Internacional Socialista, em Cascais, pôs a espanhola Beatriz Talegón nas bocas no mundo e tornou-a um fenómeno das redes sociais. E, como todos os fenómenos, criou muitos amores e ódios, com colegas e ex-colegas de partido - o PSOE - a acusarem-na de falta de coerência e a pedirem a sua demissão. No seu discurso, esta jovem de 29 anos, nascida em 1983 em Madrid, criticou que os dirigentes socialistas se reúnam em hotéis de cinco estrelas e cheguem a estes encontros em carros de luxo, atos que classificou como "uma falta de coerência".

"Improvisei. Tinha o meu discurso escrito, mas na noite anterior comentei o seu conteúdo com uma companheira que me disse que tinha de ser eu mesma. Fui aquecendo e surgiu", contou esta semana no programa televisivo Espejo Público da Antena 3.

Beatriz Talegón é chamada por alguns media espanhóis de "apparatchick" [rapariga do aparelho], pois o seu percurso profissional esteve quase sempre ligado ao PSOE - partido no qual se filiou em 2006 - e/ou à administração pública, em cargos políticos.

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