EUA vigiaram mais pessoas "normais" que suspeitos

Utilizadores comuns da Internet, norte-americanos e também estrangeiros, são os mais vigiados pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos a partir de redes digitais, de acordo com uma investigação de quatro meses do The Washington Post.

Nove em cada 10 titulares de contas digitais com conversas intercetadas eram cidadãos comuns, segundo os dados entre 2009 e 2012 fornecidos ao jornal pelo ex-agente da NSA, o americano Edward Snowden, atualmente asilado na Rússia.

A investigação durou quatro meses e vem ao encontro do que um responsável da NSA já admitira em abril, quando reconheceu que a agência recolheu dados de cidadãos norte-americanos sem autorização legal.

"Muitos deles eram americanos. Quase metade dos arquivos vigiados, uma proporção extraordinariamente alta, continha nomes, endereços de correio eletrónico ou outros detalhes que a NSA registou como pertencendo a cidadãos americanos ou residentes", lê-se na edição de hoje do jornal.

A NSA registou cerca de 160 mil mensagens e documentos, desde 121 mil mensagens instantâneas (como chats), 22 mil emails, perto de 8000 documentos armazenados, cerca de 3800 mensagens trocadas através das redes sociais ou 5000 fotografias privadas.

Entre os conteúdos mais valiosos que o jornal diz ter em mãos, e cujos detalhes não revela ainda justificando não querer prejudicar "operações em andamento", estão novas revelações sobre um projeto nuclear alegadamente secreto.

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