EUA vão colaborar com Berlim no caso do espião

As autoridades norte-americanas recusaram hoje comentar as informações de que um agente dos serviços secretos germânicos terá trabalhado para os Estados Unidos, mas garantiram que irão colaborar na investigação a este caso.

"Vamos trabalhar com a Alemanha para resolver este assunto de forma apropriada", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, acrescentando que não pode comentar o caso.

Na sexta-feira, o jornal diário Süddeutsche Zeitung, as radiotelevisões regionais NDR, WDR e a agência alemã DPA avançaram com a notícia da detenção de um colaborador dos serviços secretos da Alemanha por suspeita de ter espiado para os Estados Unidos.

No dia anterior, o procurador-geral federal tinha anunciado a detenção de um alemão de 31 anos, acusado de espionagem para um serviço estrangeiro, mas não tinha precisado para que serviço o suspeito poderia estar a trabalhar.

Durante os interrogatórios, o colaborador dos serviços secretos alemães confessou ter fornecido informações a um serviço secreto norte-americano, segundo a NDR.

A chanceler alemã, Angela Merkel, já classificou estas informações como "graves", enquanto os Estados Unidos salientaram a importância das relações com a Alemanha. "A nossa parceria é baseada no respeito, décadas de colaboração e valores comuns", afirmou o porta-voz da Casa Branca.

Já há meses, as relações entre os dois países haviam sido testadas quando surgiram informações de que o telemóvel de Angela Merkel havia sido espiado pela NSA.

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