Um coração que chegou às 156 batidas por minuto

Quando chegou à Lua, a 20 de julho de 1969, Neil Armstrong viu o seu ritmo cardíaco aumentar de 77 batidas por minuto para 156 batidas por minuto, recorda o Kenndy Space Center no seu site de Internet. Ontem, aos 82 anos, foi o coração que o traiu.

Neil Armstrong morreu na sequência de uma complicação cardiovascular depois de, no início deste mês, ter sido operado ao coração, noticiou a NBC News.

A notícia do desaparecimento daquele que se tornou um dos homens mais importantes do século XX teve tanto impacto como a da sua chegada à Lua, potenciada ainda mais pelos sites dos meios de comunicação e principalmente pelas redes sociais que então não existiam. Na altura, 500 milhões de espectadores assistiram ao feito do norte-americano.

"É um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade", foi esta a frase que disse ao pisar a Lua, na qualidade de comandante da missão norte-americana Apollo 11. Consigo foram os astronautas Edwin 'Buzz' Aldrin e Michael Colins. Este último ficou em órbita.

Neil Armstrong nasceu a 5 de agosto de 1930 em Wapakoneta, no estado do Ohio. Desde criança era fascinado por aviões. Tirou um curso de piloto de aviões aos 15 anos e obteve o seu brevet de piloto um ano depois. Tornou-se depois piloto aeronaval e, durante a guerra da Coreia, chegou a fazer 78 missões.

Estudou engenharia aeronáutica na Universidade de Purdue, no Indiana, tendo obtido um mestrado nesta área na Universidade da Califórnia do Sul. Em 1955, tornou-se piloto de testes e pilotou 50 tipos de aviões de diferentes. Sete anos mais tarde, foi selecionado para a Nasa, agência espacial dos EUA, tornando-se astronauta.

Com David Scott efetuou, em setembro de 1966, um voo com David Scott, na missão Gemini 8. E depois seguiu-se a missão Apollo 11, em 1969, com a entrada de Neil Armstrong para a História.

Em 2009, Armstrong fez uma rara aparição pública ao lado de "Buzz" Aldrin e Michael Collins no Museu de Arte e do Espaço em Washington, tendo-se manifestado a favor de futuras missões a Marte, o Planeta Vermelho, assinala a AFP.

No dia 6 de agosto deste ano de 2012, 19 dias antes de a morte chegar para Armstrong, o robô norte-americano 'Curiosity' chegou a Marte e tem estado, desde então, a transmitir imagens para a Terra.

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