Primeiro caso de ébola diagnosticado nos EUA

(ATUALIZADA às 00.18) É o primeiro caso de ébola detetado fora do continente africano. O Centro para o Controlo de Doenças norte-americano (CDC, na sigla original) confirmou ontem à noite que o doente internado segunda-feira no "Health Presbyterian Hospital Dallas, no Texas, em isolamento total devido aos sintomas e viagens recentes que realizara" está infetado com o vírus.Obama já está ao ocorrente do protocolo de isolamento.

As análises feitas ao homem, de quem não é dada qualquer identificação mas que a CDC revelou à AFP que esteve recentemente na Libéria, confirmaram as suspeitas. O Centro de Controlo de Doenças já enviou uma equipa para o Texas e o hospital já está a fazer um mapa dos locais por onde o paciente passou desde que chegou aterrou nos Estados Unidos.

A identidade do paciente não foi divulgada, apenas se sabe que está nos EUA desde o dia 20 e que apenas apresentou sintomas quatro dias depois.

O vírus do ébola só é contagioso após os seus sintomas se manifestarem.

O CDC deu esta noite uma conferência de imprensa sobre a situação, na qual garantiu que o paciente em causa, que não é natural dos EUA mas foi a este país visitar família, não apresenta perigo de contágio para os passageiros do avião que o transportou.

O diretor do Centro para o Controlo de Doenças, Thomas Frieden, afirmou ainda que estão a identificar todas as pessoas que o doente contactou desde que a sua condição se tornou contagiosa, de forma a poder monitorizá-las, o que acontecerá durante três semanas para garantir que não apresentam qualquer sintoma.

"Estamos a parar isto", garantiu Frieden, que também disse já ter avisado Barack Obama da situação. Na conversa que teve com o Presidente dos EUA, o médico falou ainda sobre o protocolo de isolamento, para limitar mais casos de ébola no país.

A agência Reuters avança que as autoridades estão a considerar ministrar ao paciente drogas experimentais ou plasma sanguíneo de um doente de ébola que recuperou.

As autoridades de saúde norte-americanas salientaram, de forma a tranquilizar a população, que o ébola não é transmitido por ar ou por água, apenas pela transmissão de fluídos corporais ou por animais infetados.

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