Oposição venezuelana denuncia perseguição a funcionários públicos

A coligação da oposição venezuelana Mesa de Unidade Democrática (MUD) anunciou que recebeu 5.000 denúncias de funcionários públicos que alegadamente foram alvo de perseguição por motivos políticos desde as presidenciais de 14 de abril.

"Registámos quase 5.000 casos de cidadãos que têm sido vítimas e os funcionários públicos são uma parte desses afetados que decidiram dar a cara e dizer à Venezuela e ao mundo que neste país violam-se os direitos humanos", disse Delsa Solorzano, da comissão de Justiça e Direitos Humanos da Mud.

A responsável explicou que em causa estão funcionários dos bancos estatais Agrário e Bicentenário, da Procuradoria, da Petróleos da Venezuela S.A., do Governo do Estado de Vargas e do Ministério de Serviços Penitenciários, que estão a ser "destituídos dos seus cargos por razões políticas".

Numa conferência de imprensa em Caracas, Solorzano disse também que as denúncias vão ser dadas a conhecer a instâncias internacionais de Direitos Humanos e da Organização Internacional do Trabalho.

Delsa Solorzano acusou o Governo venezuelano de estar a espiar os funcionários públicos, revistando as redes sociais, computadores e telemóveis pessoais a fim de determinar se são simpatizantes da oposição venezuelana.

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