Oito antigos executivos da Siemens acusados de suborno

A justiça norte-americana acusou esta terça-feira oito antigos executivos da alemã Siemens de subornos de mais de cem milhões de dólares (77 milhões de euros) a membros do governo argentino para manter um contrato de mil milhões de dólares.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a Procuradoria-Geral de Manhattan informaram, através de comunicado divulgado na terça-feira, que os suspeitos estão acusados de conspiração para violar a lei contra práticas de corrupção, fraude, transferências ilegais e lavagem de dinheiro.

Os acusados, segundo a acusação apresentada pela Comissão do Mercado de Valores (SEC, na sigla em Inglês) "foram acusados por terem alegadamente participado num esquema em que, durante dez anos, subornaram altos funcionários do governo argentino, para adotar e garantir um contrato de mil milhões de dólares para produzir documentos nacionais de identidade" na Argentina.

O regulador norte-americano afirma que os executivos da Siemens entregaram o dinheiro a funcionários dos governos dos ex-presidente Carlos Menen (1989-1999) e Fernando de la Rúa (1999-2001).

"Os acusados subornaram funcionários de dois governos sucessivos na Argentina para segurar um contrato de mil milhões de dólares", afirmou Preet Bharara, procurador do distrito de Manhattan, acrescentando que tinham previsto "recuperar até os lucros" de um contrato que "lhes foi concedido de forma ilegítima".

Os acusados são, de acordo com a justiça norte-americana, Uriel Sharef, Herbert Steffen, Andrés Truppel, Ulrich Bock, Stephan Singer, Eberhard Reichert, Carlos Sergi e Miguel Czysch.

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