Obama defende "decoro a tratar os mortos"

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira, no programa de Jay Leno, que a morte do ex-líder líbio, Muammar Kadhafi constitui uma "mensagem forte aos ditadores".

Kadafi foi alguém que durante 40 anos "aterrorizou o seu país e apoiou o terrorismo", disse Obama. Além disso, realçou o presidente norte-americano, teve oportunidade de sair do poder durante a "primavera árabe" e de começar uma transição pacífica rumo à democracia.

"Demos-lhe, em várias ocasiões, essa oportunidade e ele não aproveitou. Evidentemente, nunca é agradável ver alguém acabar assim, mas acredito que isso envia uma mensagem contundente aos ditadores do mundo inteiro sobre o facto de as pessoas quererem ser livres e que eles devem respeitar os direitos humanos e as aspirações universais do povo", disse Barack Obama.

O presidente comentou ainda as imagens da violenta morte de Kadhafi divulgadas em todo o mundo e defendeu que mesmo quem comete "actos terríveis" merece "decoro" na hora da morte.

"Não devemos sentir prazer (ao ver)", disse. "Acho que existe um certo decoro a tratar os mortos, mesmo se for alguém que fez coisas terríveis", salientou Obama.

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